Definir é importante; limitar, não. Como resistir? Um texto sobre aforismos deve se iniciar com aforismo. Mas por que este, aparentemente paradoxal, visto que definir e limitar são aparentemente sinônimos? Aí está, as palavras devem ser lidas dentro de um determinado contexto, caso contrário corremos o risco de não as compreendermos devidamente. Leis e regras, amizade e coleguismo, alegria e felicidade, ética e moral, qualquer um desses esses pares exemplificaria bem a questão: podemos analisá-las pelo grau de sinonímia ou pela antítese que elas provocam.
O que importa aqui, no entanto, é o duplo do aforismo inicial. Na frase em questão, definir significa buscar finalidade – já pôr fins, fronteiras, seria o papel do limitar. Assim deve ser o aforismo: ele deve ser incisivo sem ser taxativo; ele deve estimular o raciocínio, e não fomentar preconceitos.
[...] Cinco Aforismos Quem não leu a introdução, clique aqui. [...]
Muito bom o texto.
Aliás, alguns dos exemplos não tem diferenças tão sutis assim. O debate sobra a diferença entre ética e moral é enorme na Filosofia. Se não me engano, há definições diferentes para essas palavras dadas por cada filósofo. Leis e regras a mesma coisa.
“Aí está, as palavras devem ser lidas dentro de um determinado contexto, caso contrário corremos o risco de não as compreendermos devidamente.”
Lendo isto, lembrei-me imediatamente do seu “jogador Bambino”… rs*
Legal o texto… Bem a sua cara! Explicativo e convincente…
Você está certo, Israel. Eu costumo usar aquela que devo ter lhe explicado em 2007.
[...] dois gêneros literários pelos quais venho me interessando ultimamente. O primeiro deles é o aforismo, a frase curta, de efeito, que consegue sintetizar um determinado raciocínio. Nos textos [...]