Prezado leitor,
Sofri hoje uma aventura pra lá de desagradável em relação ao atendimento telefônico do SESC Pompeia.
Com o intuito de pedir informações sobre o míni curso de Haikai e Sumiê, liguei para o SESC Pompeia às 18h25, pedindo para falar com o setor responsável. A telefonista transmitiu a ligação, mas eu fiquei 10 minutos a ver o trânsito da avenida sem que ninguém atendesse o dito cujo. Inconformado com o descaso de quem deveria ter atendido ao telefone ou com o sistema telefônico de vocês que não retornou a ligação para a telefonista, insiti. Liguei novamente, às 18h35, a telefonista atendeu e transmitiu a ligação, eu respirei, olhei o trânsito e aguardei por outros 10 minutos sem que ninguém do SESC Pompeia se dignasse a atender ao telefone.
Sem melhores palavras para me expressar, digo apenas que o tratamento que recebi dessa unidade foi uma porcaria. Até entendo se você, leitor, se defender dizendo que este é o tratamento padrão do SESC e que eu, desse modo, não poderia exigir um tratamento decente, pois estaria me valendo de privilégios de que mais ninguém pode desfrutar. Ok, aceito a desculpa.
Se não for pedir demais, eu – que só queria ter recebido um tratamento decente, nada mais – espero que você, leitor, seja educado e sensato para:
1º) Não ignorar meu e-mail, fingindo que a meia hora perdida (20 de espera + 10 do e-mail) em nada influenciou minha noite;
2º) Não usar as desculpas prontas do tipo “Infelizmente, Senhor, as vagas já haviam esgotado há muito tempo. Mesmo que tivéssemos lhe dado um atendimento decente, o Senhor não conseguiria se inscrever”, imaginando que eu polianamente aceite essa desculpa como justificativa para o atendimento indecente que me forneceram;
3º) Reservar-me as duas inscrições para que eu as possa efetuar no prazo máximo de 24 horas (isso, sim, seria um privilégio, se eu estivesse solicitando esse “favor” sem que o atendimento do SESC Pompeia houvesse me prejudicado antes).
Mas, caro leitor, sequer o conheço. Talvez você se comova, etimologicamente, e também fique indignado sem, no entanto, poder me dar razão, visto que se sente apenas uma peça dentro do baralho burocrático que permite aos funcionários fazerem sei-lá-o-quê enquanto o indivíduo espera ao telefone por longos vinte minutos sem sequer ter navios para ver.
A vida é assim…
Será?
Atenciosamente,
R L G