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	<title>Mutuca</title>
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		<title>Um ensaio primoroso</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 15:25:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Fernando César Pereira da Costa]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de uns cinco anos, voltei a assistir a 2001: uma odisseia no espaço. Como se trata de um filme bastante complexo, resolvi buscar algumas informações na net, e eis que encontro um ensaio muito bem feito. Não conheço o autor (Fernando César Pereira da Costa), mas se alguém me dissesse que se trata do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=410&subd=mutuca&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Depois de uns cinco anos, voltei a assistir a<em><strong> 2001: uma odisseia no espaço</strong></em>. Como se trata de um filme bastante complexo, resolvi buscar algumas informações na net, e eis que encontro um ensaio muito bem feito. Não conheço o autor (Fernando César Pereira da Costa), mas se alguém me dissesse que se trata do próprio Kubrick disfarçado, eu acreditaria.</p>
<p>Confira; vale a pena: <a href="http://krona.srv.br/2001/set.htm">http://krona.srv.br/2001/set.htm</a></p>
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		<title>A mulher e seus delineamentos</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 16:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Julianna Testoni
Ao longo do tempo, a imagem feminina ganhou contornos diversos. Foi presenciada sua dessacralização, desligando-a de seus referenciais religiosos e patriarcais, possibilitando um novo modo de pensar a mulher, afastando-a de paradigmas e privilegiando cada vez mais suas singularidades.
As primeiras imagens de mulheres, raras em espaços públicos, guardavam forte semelhança com o corpo masculino. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=407&subd=mutuca&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;">Julianna Testoni</p>
<p style="text-align:justify;">Ao longo do tempo, a imagem feminina ganhou contornos diversos. Foi presenciada sua dessacralização, desligando-a de seus referenciais religiosos e patriarcais, possibilitando um novo modo de pensar a mulher, afastando-a de paradigmas e privilegiando cada vez mais suas singularidades.</p>
<p style="text-align:justify;">As primeiras imagens de mulheres, raras em espaços públicos, guardavam forte semelhança com o corpo masculino. Mais tarde, a beleza da mulher, quando valorizada, carregava certas contradições: era bela, porém perigosa. Tal fato pode ser explicado pelo desconhecimento inicial do papel biológico e social do homem na reprodução, atribuindo-se assim à mulher – por supostos poderes sobrenaturais – a autonomia na geração da vida; isto é, a mulher não era vista como dotada de vontades e virtudes, mas sim como “dona da vida e da morte”. Personagens como Pandora, a responsável por levar todos os males do mundo aos homens, e Eva, responsável pelo pecado original, representam esse ideário.</p>
<p style="text-align:justify;">A associação sem ressalvas entre mulher e beleza efetiva-se apenas no Renascimento, momento no qual se legitima o corpo feminino como objeto de contemplação, a exemplo de Vênus-Afrodite, das madonas etc. Entretanto, trata-se de uma mulher construída simbolicamente para oferecer-se à contemplação e resignar-se com seu papel decorativo e passivo.  Posteriormente, com o advento do imaginário social democrático do século XX, surgem figuras como as estrelas de Hollywood e as <em>pin-ups</em>. Estas, apesar de ainda representarem a mulher como um objeto serviçal e facilmente manobrável, diferenciam-se das musas do cinema no sentido de não ser tão distante, etérea e idealizada, isto é, povoa cenas cotidianas – mesmo que ainda esteja restrita ao espaço e às atividades domésticas.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a imagem feminina da última década, é indispensável a influência da moderna iconografia midiática que, por um lado, contribuiu para a emancipação da mulher e, por outro, a identificou ao binômio da magreza e juventude, tendo a <em>top model</em> como símbolo. Porém, para dar conta das demandas impostas pela atual sociedade de consumo, muitas mulheres se tornam vítimas da lógica efêmera da moda e adotam meios radicais, apelando para regimes cíclicos e desenvolvendo comportamentos patológicos, como anorexia e bulimia.</p>
<p style="text-align:justify;">Como resultado de um amadurecimento social, vem surgindo, ainda que timidamente, o reconhecimento da mulher comum – melhor dizendo: não padronizada – e a valorização de suas singularidades. Não mais vinculadas a uma imagem ou outra, surgem mulheres de diversas etias, corpos, idades e comportamentos que passam a descentralizar os modelos de beleza. Ainda que seja cedo para afirmarmos que emancipamos finalmente a imagem da mulher, sabemos, ao menos, que estamos no caminho certo, isto é, a emergência de uma imagem feminina sem delineamento definido, que escapa e abre frestas para a diversidade.</p>
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		<title>A dialética da existência</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 15:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vitor Henrique
A existência é deveras uma dialética. Fundamentalmente ela é ser e sua negação, portanto, em um sentido mais amplo, se viver é sua afirmação, a morte é sua negação. Entretanto, não há vida sem morte nem morte sem vida, então viver cada minuto é morrer cada minuto e desejar a vida em sua maior [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=406&subd=mutuca&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;">Vitor Henrique</p>
<p style="text-align:justify;">A existência é deveras uma dialética. Fundamentalmente ela é ser e sua negação, portanto, em um sentido mais amplo, se viver é sua afirmação, a morte é sua negação. Entretanto, não há vida sem morte nem morte sem vida, então viver cada minuto é morrer cada minuto e desejar a vida em sua maior plenitude é saborear a morte em toda sua grandeza.</p>
<p style="text-align:justify;">Se vivemos cada minuto, morremos cada minuto; ambos os fenômenos são a alma, a grande essência da existência. A afixação humana pelo desconhecido da morte, porém, lhe causa tanto temor que não percebemos sua representação em todos os momentos. O oxigênio, necessário para gerar energia em nossas células, também causa o envelhecimento e a morte das mesmas. Quando um animal foge desesperadamente de seu predador, seu apego à vida e à manutenção da mesma aumenta proporcionalmente à diminuição da distância entre ele e seu carrasco. Portanto, a vida em toda sua plenitude é nada mais que sua própria negação. Não é para menos que nas filosofias e costumes orientais aqueles que detêm maior experiência de vida são os idosos, aqueles que estão mais próximos da morte. E aqueles que possuem e atingem essa plenitude mais cedo padecem, também, prematuramente.</p>
<p style="text-align:justify;">A morte é ensinada como nossa única certeza e nosso maior mistério. Porém, não há mistério algum. Provamos dela a cada respiração, a cada momento que desgasta o corpo e a cada pensamento que desgasta a mente, ou seja, tudo que fazemos implica a criação de algo em detrimento de outro – é como se a vida fosse nosso crédito e a morte a nossa fatura. Logo, se para toda atividade há um desgaste, é necessário um período de inanimação, esse período é o sono, que se configura como uma morte momentânea. Portanto é com muito acerto que se afirma que a morte é o descanso eterno. Então configura-se como uma estupidez dizer que da morte nada se saber, pois ela nos acompanha todas as noites – já aqueles que não dormem, não abdicando de si mesmos momentaneamente, quebram a ordem natural das coisas e são devastados pela loucura. Só não vê a morte no mundo aquele que não quer ver, só não relaciona sua intimidade com a vida aquele que é tolo, e aquele que a vê como um castigo é escravo do próprio medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, vida e morte são duas irmãs que andam de mãos dadas na mais perfeita sincronia. E a existência é deveras uma fênix que precisa negar-se para nascer mais reluzente. Aqueles, entretanto, que só enxergam na fênix sua luz, não a entendem, pois para entendê-la devem enxergá-la como a mais perfeita metáfora da existência.</p>
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		<title>Não seja</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 20:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Certa vez, uma amiga publicitária conseguiu convencer-me da importância social da propaganda, afinal &#8211; segundo ela &#8211; é importante que as empresas possam dialogar direta e indiretamente com o consumidor. Exemplo do primeiro modo são as fotos com que o Ministério da Saúde estampa embalagens de cigarros; exemplo do segundo são aquelas imagens de viris cowboys [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=398&subd=mutuca&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"> Certa vez, uma amiga publicitária conseguiu convencer-me da importância social da propaganda, afinal &#8211; segundo ela &#8211; é importante que as empresas possam dialogar direta e indiretamente com o consumidor. Exemplo do primeiro modo são as fotos com que o Ministério da Saúde estampa embalagens de cigarros; exemplo do segundo são aquelas imagens de viris cowboys fumando na fazenda, a qual aliás pode até não transmitir uma ideia sincera, mas que deixa um ar de poesia no ar, ah isso deixa.</p>
<p> Mês passado, estava eu perto do metrô Vila Madalena, quando me deparei com uma interessante propaganda da revista <em>Veja</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p><a href="http://mutuca.files.wordpress.com/2009/11/seja.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-399" title="seja" src="http://mutuca.files.wordpress.com/2009/11/seja.jpg?w=300&#038;h=137" alt="" width="300" height="137" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"> A maior parte dos meus amigos acha que essa revista serve apenas para higiene pessoal, outros são menos benevolentes. Já eu assumo que leio com gosto o André Petry e o Roberto Pompeu de Toledo. O que achamos da revista, no entanto, não interessa. O intuito desse texto é analisar a dita propaganda.</p>
<p style="text-align:justify;"> A revista em questão lançou uma série de frases imperativas que cheiram a autoajuda: Seja ético, seja indispensável etc. Há sim um tom de pieguice que os de boa memória não demoram a associar a um pretencioso e improvável manual de ética. Isso, porém, também pouco importa. O que os leitores ou não leitores pensam da revista não vem ao caso; a falta de decoro ou bom gosto em suas formas de propaganda, idem. O que convém observar é a frase em questão:</p>
<p style="text-align:justify;">SEJA CONECTADO é um misto de imperativo com voz passiva, equivalente a &#8221;Deixe alguém conectar você&#8221;. Sendo a frase em questão propaganda oficial da revista em questão, não é exagero pensar que o agente conectante seja a própria revista. Poderíamos então alterar o slogan para &#8220;deixe-nos conectá-lo&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"> Uma revista que assume o papel de manipuladora, sem dúvida alguma, merece elogios tanto pela coragem quanto pela cara de pau.</p>
<p style="text-align:justify;"> P.S.: um amigo meu, defensor da revista, argumenta: &#8220;Não há nada de mal em a revista conectar o leitor ao saber, por exemplo&#8221;. Talvez, mas em todo caso, continuo achando que o indivíduo tem de ser independente a ponto de ele mesmo, ativamente, estabelecer suas conexões. Mas, enfim, quem quiser ser conectado&#8230; que seja.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mutuca.wordpress.com/398/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mutuca.wordpress.com/398/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mutuca.wordpress.com/398/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mutuca.wordpress.com/398/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mutuca.wordpress.com/398/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mutuca.wordpress.com/398/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mutuca.wordpress.com/398/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mutuca.wordpress.com/398/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mutuca.wordpress.com/398/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mutuca.wordpress.com/398/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=398&subd=mutuca&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ler e transformar</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 11:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos alheios]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[poder intelectual da leitura]]></category>
		<category><![CDATA[tema do enem]]></category>

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		<description><![CDATA[Rafael Z.
A leitura é algo de elevada importância para o ser humano. Por meio dela, entramos em contato não só com informações oriundas das mais diferentes culturas, das mais variadas épocas, mas também com as mais diversas formas de conhecimento. Todavia notamos que, cada vez mais, o hábito da leitura torna-se incomum, impopular. Isso traz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=396&subd=mutuca&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;">Rafael Z.</p>
<p style="text-align:justify;">A leitura é algo de elevada importância para o ser humano. Por meio dela, entramos em contato não só com informações oriundas das mais diferentes culturas, das mais variadas épocas, mas também com as mais diversas formas de conhecimento. Todavia notamos que, cada vez mais, o hábito da leitura torna-se incomum, impopular. Isso traz sérias sequelas à formação intelectual das pessoas, refletindo também por toda sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Ninguém nasce apto à leitura. Se o primeiro contato com a língua é algo que nos ocorre de maneira automática (estamos sempre envoltos por códigos e fenômenos da linguagem), a qualidade da leitura requer dedicação, tempo e concentração – cultivá-lo, portanto, não é fenômenos nada espontâneo. De fato, a formação de leitores depende de estímulos e incentivos que demonstrem a importância da leitura. Ao constatarmos que o número médio de livros lidos por habitante no Brasil é baixo quando comparado a países como Alemanha, Chile ou Argentina, por exemplo, percebemos que, em nosso país, o hábito de ler não é devidamente impulsionado.</p>
<p style="text-align:justify;">A falta de leitura gera inúmeros problemas: ao passo que é reduzido o consumo de literaturas (sejam científicas, literárias etc.), restringe-se a gama de informações à qual tem acesso a população; limitam-se o conhecimento e a capacidade de reflexão acerca dos mais variados assuntos; condena-se um grande número de pessoas à ignorância. O final desse ciclo tende a criar uma situação em que há uma massa de pessoas privada de uma consciência reflexiva mais aprofundada, incapaz de ser um elemento transformador de sua própria realidade.</p>
<p style="text-align:justify;">A leitura, por sua vez, oferece ao ser humano a oportunidade de, a partir dos mais variados pontos de discussão, desenvolver a reflexão crítica. Assim, conforme entramos em contato com um grande número de literaturas, ampliamos nossas bases intelectuais e, podemos de fato, posicionarmo-nos frente a determinado assunto e compreendermos o contexto em que estamos inseridos – para perpetuá-lo ou contestá-lo, como seja.</p>
<p style="text-align:justify;">A leitura é importante – fato incontestável. Contudo, seu poder transformador certamente não é algo muito difundido. Com efeito, a leitura, ao libertar da ignorância, ao fomentar o pensamento crítico, reflete possibilidades de mudanças na realidade individual e coletiva das pessoas. Portanto, estimular o hábito da leitura – com doação de livros, bibliotecas itinerantes e discussões de grandes obras, por exemplo – pode ser um grande passo no sentido de transformar a realidade adversa que se apresenta a inúmeros habitantes do nosso país.</p>
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		<title>A estante do seu Luís</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 13:48:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
				<category><![CDATA[f. Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[g. Contos]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[padre Antônio Pereira de Figueiredo]]></category>
		<category><![CDATA[sebo]]></category>

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		<description><![CDATA[Certa vez numa entrevista, percebi assim meio de lado o escritor definindo o que seria a função do livro:
- Abrir-se, transpor o mero papel, escapar das linhas e do mofo, arejar as idéias de seu autor, ser solto, ser livre.
Não sei se captei o que deveria captar ou se insinuei saber apenas o que me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=395&subd=mutuca&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Certa vez numa entrevista, percebi assim meio de lado o escritor definindo o que seria a função do livro:</p>
<p style="text-align:justify;">- <em>Abrir-se, transpor o mero papel, escapar das linhas e do mofo, arejar as idéias de seu autor, ser solto, ser livre</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei se captei o que deveria captar ou se insinuei saber apenas o que me interessava. De todo modo, isso é o que menos importa. A história começa num outro tempo, mas no mesmo ritmo. Digamos que num velho sebo paulistano, daqueles bem tradicionais; fuçava eu pelas estantes bagunçadas em busca de uma velha <em>Bíblia</em> do padre Antônio Pereira de Figueiredo; indicação valiosa de um amigo também fotógrafo cheio de virtudes o qual lamentava ter-se fechado a oportunidade de comprá-la por módicos quinhentos reais. Como também me considero uma pessoa simples, sem complexidades éticas, resolvi ajudá-lo a pagar tal quantia.</p>
<p style="text-align:justify;">- Duzentos? Ótimo!</p>
<p style="text-align:justify;">A reserva feita logo às dez da manhã já me garantia um adequado lucro que ainda poderia aumentar de duas formas: encontrando um exemplar mais barato ou expandindo um pouco os quinhentos que meu ingênuo amigo considerava oportunos. Fosse uns cem, duzentos a mais, sabe ele, a porta continuaria aberta. A vaidade, talvez diga a Santa Igreja, não é um bom vício; já a sapiência que multiplica peixes e moedas deve ser uma casta virtude.</p>
<p style="text-align:justify;">Um exemplar do Bernanos, dois do Corção, um autografado do Tolentino, cada qual por duas notas miúdas!?  O seu Luís deve ter perdido o jeito com a coisa. Mas o importante, ei-lo ali numa encadernação amadeirada, sem contraste com a estante velha, em harmonia com o bolor das paredes, o melhor dos cães comuns não o encontraria.</p>
<p style="text-align:justify;">- <em>Meu chapa, aqui na minha mão. Fiz esforços enormes, gastei o que não devia, tive de pagar comissão, mas consegui!</em> – Não sem um pouco de rubor imaginava-me pronunciando essas palavras. Afinal, sou uma pessoa tímida. E humilde.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim abaixei-me para folhear aquele pequeno arbusto de riquezas. Histórias de Caim, Judas, os irmãos de José; passeio aleatoriamente por essas elevações até que&#8230; A-ve-Ma-ri-a! (pronunciada em cinco sílabas como um palavrão de espanto, de alegria). Já foi dito que a árvore plantada junto aos riachos dá seus frutos no momento certo, e que pomo mais precioso que um catálogo legítimo e em primeira edição da famosa e desejada Leica M3? Por este sim eu daria umas notas bem gorduchas. Nem bem enquadrei o livreto, focalizei-o, adaptando-me as pupilas para absorver cada luminosidade preciosa daquelas páginas a quem rezas e mais rezas dediquei nos últimos quinze anos. Que lindo compêndio sacro! Que delicada e angelical engenharia! Imagino o feliz mensageiro incumbido de trazer o registro desta adâmica criação de ferro e carbono, implorante por ser libertada daquela saleta amontoada por criações de nível inferior; o bom livro merece melhor companhia.</p>
<p style="text-align:justify;">Justo nesse momento, seu Luís fora atraído pelo chamado de um outro cliente que pedia informações sobre o livro que Aristóteles fez a seu filho Nicômaco, algo, aliás, que pouco me interessava naquele momento. Como as coisas são curiosas: o barulho que o afastou, a mim parecia sugerir: <em>que falta de confiança é esta que lhe faz abrir o livro antes de tê-lo para si? </em>Concordei com o recado, compreendi o livreto entre o velho e o novo testamento, saquei os duzentos e pu-los sobre a mesa – felicidade desmedida numa alegria disfarçada. Dali a poucos instantes, seu Luís chegaria com seu olhar míope e o sorriso safado de quem lucrou em cima de mais uma obra superfaturada. Abstenho-me de avaliar sua cretinice, mas do meu amigo a quem serão transferidos os juros sinto pena. Mas, para dizer a verdade, não muito.</p>
<p style="text-align:justify;">A vaidade, a cobiça, meu caro&#8230; Há quem goste de desejar os vazios.</p>
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		<title>Um dia bom</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 01:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
				<category><![CDATA[h. Versos]]></category>

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		<description><![CDATA[ A primeira boa notícia foi saber que meus alunos foram premiados na feira cultural do colégio.
 A segunda foi ganhar uma ilustração para meu haiquase:
o galho seco
sustenta o corvo



Por Ruth Carvalho


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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> A primeira boa notícia foi saber que meus alunos foram premiados na feira cultural do colégio.<br />
 A segunda foi ganhar uma ilustração para meu haiquase:</p>
<p><em>o galho seco<br />
sustenta o corvo</em></p>
<div class="mceTemp"><img class="size-medium wp-image-393" title="Corvo" src="http://mutuca.files.wordpress.com/2009/10/digitalizar0001.jpg?w=211&#038;h=300" alt="Por Ruth Carvalho" width="211" height="300" />
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<dt class="wp-caption-dt"></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Por Ruth Carvalho</dd>
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	</item>
		<item>
		<title>*</title>
		<link>http://mutuca.wordpress.com/2009/10/14/388/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 00:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
				<category><![CDATA[e. Aforismos]]></category>
		<category><![CDATA[Aforismos]]></category>
		<category><![CDATA[ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[comodismo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão existencial]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é a vida que define a morte; a morte que define a vida.
&#8220;Ele pega no meu pé&#8221;: desculpa típica de quem tropeça por conta própria.
Não existe cultura sem cultivo.
 
O preconceito é uma grande defesa contra o conhecimento.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Não é a vida que define a morte; a morte que define a vida.</p>
<p>&#8220;Ele pega no meu pé&#8221;: desculpa típica de quem tropeça por conta própria.</p>
<p>Não existe cultura sem cultivo.<br />
 <br />
O preconceito é uma grande defesa contra o conhecimento.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mutuca.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mutuca.wordpress.com/388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mutuca.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mutuca.wordpress.com/388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mutuca.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mutuca.wordpress.com/388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mutuca.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mutuca.wordpress.com/388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mutuca.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mutuca.wordpress.com/388/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=388&subd=mutuca&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Cultivando o pensar</title>
		<link>http://mutuca.wordpress.com/2009/10/06/cultivando-o-pensar/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 03:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
				<category><![CDATA[d. Outros ensaios]]></category>

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		<description><![CDATA[E a virtude? – pergunta-se Sócrates. O tutor pode ensiná-la a seu discípulo ou seu papel consiste apenas em estimular a virtude que seus pupilos já possuem? Valendo-me dos mesmos operadores lógicos, mas focalizando outro objeto de ainda maior importância, pergunto-me: E o pensar? Alguém pode ensinar outra pessoa a pensar ou se trata de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=386&subd=mutuca&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">E a virtude? – pergunta-se Sócrates. O tutor pode ensiná-la a seu discípulo ou seu papel consiste apenas em estimular a virtude que seus pupilos já possuem? Valendo-me dos mesmos operadores lógicos, mas focalizando outro objeto de ainda maior importância, pergunto-me: E o pensar? Alguém pode ensinar outra pessoa a pensar ou se trata de algo a ser estimulado?</p>
<p style="text-align:justify;">Antes de irmos diretamente a uma síntese, e para que esta não seja apressada e superficial, vale a pena analisarmos ambas as hipóteses.</p>
<p style="text-align:justify;">O educador que pretende ensinar seu aluno a pensar, indubitavelmente, corre o risco de apenas transmitir-lhe conceitos, pressupostos e ideologias que lhe servirão de cabresto e guia, sem nunca traduzirem-se, de fato, em ferramentas para uma desejável independência. No entanto, também temos de reconhecer a importância da elucidação de conceitos, pressupostos e ideologias para uma correta compreensão das ideias e seus contextos.</p>
<p style="text-align:justify;">Na teoria é fácil, bastaria explicitar, por exemplo, numa aula sobre Luís Vaz de Camões, o contexto histórico em que ele viveu, o meio social que ele frequentou, as correntes filosóficas e estéticas de seu tempo&#8230; mas nada disso, porém, serve para identificar a identidade do poeta. O que o distingue daqueles de seu tempo não se mede numa análise genérica do grupo, mas sim pela leitura atenta do que o poeta escreveu. Sim, de fato, mas não podemos nos esquecer de que todo homem é produto de seu meio&#8230; São inúmeros os modos de se analisar um poeta. O educador está preparado para escolher e indicar o melhor modo analítico?</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, muitas vezes acredita-se estar estimulando o pensamento alheio, valorizando-lhe o senso crítico e a independência, quando na verdade o professor apenas abandona as rédeas da situação, deixando o desenvolvimento intelectual do aluno ao deus-dará, como se toda tentativa de elucidação fosse, automaticamente, um modo de coibir a autonomia. Não tenho dúvida alguma de que essa postura tende a ser mais maléfica do que a retratada nos dois parágrafos anteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">Hannah Arendt, se não me engano, foi quem melhor analisou o perigo de hipervalorizarmos o novo. O perigo de darmos aos jovens imaturos e despreparados, o poder de decidir o que fazer com a cultura – como se essa grande construção coletiva pudesse ser jogada ao lixo sem mais nem menos.</p>
<p style="text-align:justify;">Como todo educador sabe ou deveria saber, seu trabalho se resume numa palavra: desafios. Encontrar um meio não de transmitir cultura, mas de ensinar como cultivá-la, com todo amor, paixão e dor que a empreitada exige. Encontrar um meio de, sem ser benevolente, valorizar e estimular os achados, as sacadas intelectuais do aluno. Ou, mais do que tudo, o educador deve se ver – ele também – como um estudante em busca do conhecimento. Só assim, enfrentando as dificuldades que o crescimento intelectual nos impõe, gozando os prazeres das metas atingidas e ultrapassadas, o educador estará preparado para compartilhar essa grande dádiva – ou melhor: conquista – que é o pensar.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
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	</item>
		<item>
		<title>Nunca contentar-se</title>
		<link>http://mutuca.wordpress.com/2009/09/26/nunca-contentar-se/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 23:17:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mutuca</dc:creator>
				<category><![CDATA[d. Outros ensaios]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
A contenção, o autoconhecimento, a humildade, eis os pilares em que o indivíduo deve se apoiar em busca de proteção e segurança. A contenção nos ensina a segurar o ímpeto, a respirar fundo antes de qualquer ação precipitada. Esse intervalo de tempo, essa lacuna entre o desejo e a decisão, permite ao indivíduo uma melhor [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mutuca.wordpress.com&blog=3174545&post=382&subd=mutuca&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;line-height:16.3pt;"><span style="font-family:Georgia,serif;font-size:11pt;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;line-height:16.3pt;"><span style="font-family:Georgia,serif;font-size:11pt;">A contenção, o autoconhecimento, a humildade, eis os pilares em que o indivíduo deve se apoiar em busca de proteção e segurança. A contenção nos ensina a segurar o ímpeto, a respirar fundo antes de qualquer ação precipitada. Esse intervalo de tempo, essa lacuna entre o desejo e a decisão, permite ao indivíduo uma melhor aferição de si, de suas forças, de seu poder. A conclusão lógica desse processo é a compreensão daquilo que está a nosso alcance; saber até onde a mão vai é essencial para evitarmos esforços vãos. Conhecer a si próprio é conhecer seus próprios limites.</span></p>
<p style="text-align:justify;line-height:16.3pt;"><span style="font-family:Georgia,serif;font-size:11pt;">Nem todo indivíduo, porém, aprecia a vida em cativeiro. A domesticação não lhes cai bem. Excesso de proteção, eles percebem, é igual a medo em demasia. O melhor autoconhecimento é aquele que se reconhece insuficiente para delimitar o que pode ou não pode o indivíduo. A contenção, analisada dessa forma, é a renúncia à investigação dos nossos poderes, é o descaso com aquilo que vulgarmente chamamos de potencial. Rebaixar-se, aceitar passivamente as conquistas do passado, sem nelas enxergar um estímulo a novos desafios, é desrespeitar o jovem ambicioso que já fomos um dia. A pretensão, por si só, não é um defeito. Pelo contrário, pretender um futuro melhor, sonhar com mudanças que engrandeçam o indivíduo é, ou deveria ser, pré-requisito para que continuemos vivos. Por isso mesmo incomoda saber que muitos confundem ambição com inveja. Enquanto esta se caracteriza por uma postura complacente (invejoso é quem vê, com maus olhos, o mérito alheio), aquela prima por um comportamento ativo (ambicioso é aquele que não teme encarar novos caminhos). Dentro de um contexto que procura domesticar o indivíduo, mais do que nunca é importante relembrar a famosa máxima latina: errar, aventurar-se por caminhos desconhecidos, é sem dúvida alguma humano.</span></p>
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