Dos aforismos

Definir é importante; limitar, não. Como resistir? Um texto sobre aforismos deve se iniciar com aforismo. Mas por que este, aparentemente paradoxal, visto que definir e limitar são aparentemente sinônimos? Aí está, as palavras devem ser lidas dentro de um determinado contexto, caso contrário corremos o risco de não as compreendermos devidamente. Leis e regras, amizade e coleguismo, alegria e felicidade, ética e moral, qualquer um desses esses pares exemplificaria bem a questão: podemos analisá-las pelo grau de sinonímia ou pela antítese que elas provocam.

O que importa aqui, no entanto, é o duplo do aforismo inicial. Na frase em questão, definir significa buscar finalidade – já pôr fins, fronteiras, seria o papel do limitar. Assim deve ser o aforismo: ele deve ser incisivo sem ser taxativo; ele deve estimular o raciocínio, e não fomentar preconceitos.

 

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5 pensamentos sobre “Dos aforismos

  1. Pingback: Cinco Aforismos « Mutuca

  2. Muito bom o texto.

    Aliás, alguns dos exemplos não tem diferenças tão sutis assim. O debate sobra a diferença entre ética e moral é enorme na Filosofia. Se não me engano, há definições diferentes para essas palavras dadas por cada filósofo. Leis e regras a mesma coisa.

  3. “Aí está, as palavras devem ser lidas dentro de um determinado contexto, caso contrário corremos o risco de não as compreendermos devidamente.”

    Lendo isto, lembrei-me imediatamente do seu “jogador Bambino”… rs*

    Legal o texto… Bem a sua cara! Explicativo e convincente… 😉

  4. Pingback: Meus haiquases « Mutuca

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