Nem verde, nem passado

Geiza Máximo

Sete dias; o que para um doente pode representar a esperança, para a História se torna algo insignificante. A concepção de tempo se mostra extremamente intimista, pois reflete a forma como a humanidade se posiciona perante sua passagem pela vida. Ainda que haja uma concepção coletiva sobre as noções de passado, presente e futuro, nem sempre o homem vive, de fato, no presente do indicativo.

Poucas coisas são tão infalíveis quanto a passagem do tempo, e este fato atormenta parte significante da sociedade. Negando-se a aceitar as “marcas do tempo” cresce, cada vez mais, o número de pessoas que se submetem a intervenções cirúrgicas em busca de um rosto mais jovem. Este fenômeno representa o sentimento saudosista em parte destas pessoas que, opondo-se ao seu presente, limitam suas vidas ao que já está findo.

As experiências e as emoções que compõem o passado o tornam um fator primordial na construção de um cidadão. A reflexão sobre o passado, em termos, impede que erros sejam repetidos, mas este aprendizado não deve limitar totalmente as ações de um indivíduo.

Da mesma maneira que o presente é influenciado pelo passado, o futuro pode incidir sobre ele. As vislumbrações que a modernidade e suas tecnologias causam nos seres podem determinar a forma com que vivem o presente. Na obra de Eça de Queirós, A cidade e as serras, há Jacinto, um personagem que num primeiro momento mostra-se completamente encantado com as “maravilhas da civilização”. Posteriormente, Jacinto viu-se fatigado das inovações e passou a perceber as maravilhas que o mundo comum lhe proporcionava.

Por mais que alguns não aceitem, o tempo sempre passa, deixando suas marcas e suas lições e, mesmo que outras desejem, o futuro não chega de “pronta-entrega”, caminhamos até ele. Cabe ao homem aprender a aproveitar seu presente sem se desligar do passado e sem tirar seus pés do chão. A vida é um fruto que renova suas virtudes com o passar do tempo.

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