Na trave

Divertido, engraçado, um livro não só para os corintianos… foi isso que eu li sobre o novo livro de Washington Olivetto, Corinthians x Outros. Fui na onda e dei com os burros n’água.

Há uma parte ficcional, em que o selecionado corintiano (Gilmar, Zé Maria, Gamarra, Roberto Belangero, Wladimir, Dino Sani, Fred Rincón, Marcelinho Carioca, Casagrande, Sócrates, Rivelino, Ronaldo, Neto e Teves) enfrenta grandes adversários como o Santos, o Flamengo e o Palmeiras. Ainda que não seja original (a revista Placar havia feito brincadeira similar quando o alvinegro conquistou o mundial da FIFA em 2000), trata-se de uma sacada interessante, que poderia se tornar muito atraente se não apelasse tanto e tão mal para uma inverossimilhança sempre pró-Corinthians. Exemplos? O atacante são-paulino Canhoteiro não ganha uma jogada sequer do lateral Zé Maria; Cristiano Ronaldo assume o estereótipo lusitano que tanto alegra as rodas de piadas tupiniquins; Zico se torna um mero apreciador de Marcelino Carioca (oh, heresia!).

A melhor parte do livro são as ótimas biografias realizadas com a preciosa ajuda do jornalista Celso Unzelte. Elas nos ajudam a visitar diversos períodos do futebol brasileiro. Desde sua época mais varzeana, com Luizinho e Cláudio (os quais, aliás, juntos com Basílio Biro-Biro, formam os “injustiçados” do selecionado corintiano) até os atuais tempos globalizados, em que dólares russos [sic-me!] trouxeram Carlitos Teves à fiel torcida; vemos histórias de heroísmo e tragédia, como a de Castilho, goleiro do Fluminense (um ídolo de cada equipe adversária também é biografado), e também de engajamento político (o trio da democracia corintiana Sócrates, Casagrande e Wladimir). Que sirva de estímulo para publicações similares!

Porém, para fazer justiça, é preciso reconhecer que há sim momentos de bom humor no livro.  Meus preferidos são quando Marcelinho comemora um gol gritando “Viu o milagre que eu fiz, Jesus?” e quando Rincón tenta bater em Romário por causa do inesquecível elástico que este aplicou no volante Amaral. Olivetto tem cultura e mão para escrever um ótimo livro que interesse a todo torcedor, neste quase conseguiu.

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2 pensamentos sobre “Na trave

  1. Só uma pequena correção: o mundial conquistado pelo Corinthians foi em 2000 e não em 2001. Definitivamente você não é corinthiano! rs…

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