Blackboard Jungle

Um amigo professor apresentou-me Blackboard Jungle (1955) – trata-se do primeiro filme a ter um rock como trilha sonora. Não sei se a associação entre a jovem música da época com os jovens arruaceiros da época pode ser considerada índice de conservadorismo, mas que retrata bem certa postura rebelde, isso é verdade.

 O filme, esquemático demais, machista demais (“Nosso filho vai nascer com sua beleza e meu cérebro”, diz o protagonista a sua esposa – romântico, não?), tem a virtude de não ser condescendente com aquelas criaturas – disfarçadas ora de crianças carentes, ora de adolescentes incompreendidos – que só pretendem atrapalhar o estudo alheio. Há quem veja um toque de fascismo na proposta de se privilegiar os bons alunos, protegendo-os das más influências, mas me parece ser um crime ainda mais nocivo abrir mão de educar quem quer ser educado por causa desse tipo de gente.

 

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Um pensamento sobre “Blackboard Jungle

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