Curiosa ética

 Não vi o jogo, mas pelo que leio o Santo André teve um gol mal anulado pela bandeirinha. O comentador de arbitragens da Globo valeu-se como desculpa o fato de o Sol, que estava atrás da menina, ter-lhe atrapalhado a visão. Bom, se o Galvão chegou a dizer que a curva da bola desafiava as leis da Física, seu aprendiz também tem o direito de cometer suas gafes.

 O que achei mais curioso, porém, foi o técnico santista afirmar, sem o mínimo pudor, que seria um desrespeito ao futebol se o Santos perdesse o campeonato. Vá dizer isso aos ingleses que choraram a argentina mão de Dios ou aos alemães que perderam uma copa graças ao juiz caseiro que anotou um gol para a seleção inglesa.

 Valer-se de licença poética para amenizar injustiças e “roubalheiras” é típico de muitos políticos tupiniquins. Os jornalistas especializados em fofoca (exemplo 1 e exemplo 2), famosos por pegarem no pé do Luxemburgo, deveriam ter olhos mais atentos.

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2 pensamentos sobre “Curiosa ética

  1. Sou completamente a favor da tecnologia em jogos de futebol! Ela resolveria a maioria dessas roubalheiras, deixando a polemica para lances que sao passiveis de interpretacao.

    • Nesta situação específica, o que me incomoda mais é o tom blasé com que técnicos e jogadores desdenham de erros que favorecerem suas equipes, quando os mesmos seriam motivo de escândalo caso lhes trouxessem prejuízo.

      O pior malandro é o moralista.

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