Os gatinhos

Quase ninguém conhece o Pingo. No que diz respeito a visitas humanas, ele é o gato mais arredio. Basta alguém tocar a campainha para que ele, ágil que só vendo, vá para cima do guarda-roupa; sítio predileto para manter-se escondido e lugar ideal para um eventual cochilo. Antigamente, quando queríamos expô-lo ao público, conseguiamos atraí-lo com uma suculenta fatia de manga, sua fruta favorita.

 O segundo que adotamos é o famoso Tibúrcio; este gato bonachão e bon vivant que se adapta como poucos a um colo carinhoso. Seu focinho manchado e o rabinho preto de ponta branca são duas de suas características físicas mais encantadoras. Sim, ele parece um panda. Às vezes brigamos com ele devido à sua insistência em não aderir ao regime ou à sua pouca dedicação aos exercícios físicos que o ajudariam a recuperar a velha e boa forma. Ele adora receber visitas humanas, mas tem uma certa dificuldade quando algum gato da vizinhança aparece por aqui – é o único gato da casa que rosna e bufa.

 Há muitos que confundem o nome e o apelido do Ludo, nosso terceiro gatinho. Seu nome vem do latim (significa “jogo”), e seu apelido, Ludovico, fora escolhido pela proximidade sonora. Apesar de espertinho (ótimo escalador) e meio safado (às vezes pula na casa da vizinha), é dócil ao extremo, a ponto de economizar suas falas (miados, para os puristas) para aqueles momentos de forte apelo emotivo em que ele pede um irrecusável carinho – às vezes ele sente ciúmes dos livros que estamos lendo. E o mais impressionante: ele ainda mama no Pingo, de cujas tetas jamais saíram um pingo (trocadilho infame!) de leite.

 

 E o último gato, o Nox? Provavelmente é o mais bravinho de todos. Quando chegou, naquela miudeza toda que caracteriza os infantes, chegou a apanhar severamente do Tibúrcio (ou aquelas mordidas na nuca representam outra coisa?), mas nunca foi de fugir; pelo contrário, mesmo em desvantagem, ele arriscava uns punchs dignos daquelas lutinhas que as crianças praticam às escondidas. Ele é estressado até na hora de pedir carinho; a um miado tão reclamativo, resisti-lo quem há de?

 O mais bacana de tudo é que, por mais que eles tenham personalidades diferentes – e às vezes conflitantes, não é raro flagrá-los em momentos de tão bela harmonia. Dá gosto de ver:

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