2 pensamentos sobre “Conversa de bar

  1. Outro tema interessante: li há alguns dias o livro “Jornalismo Literário”, de Felipe Pena, o qual tece certos comentários acerca da necessidade do homem moderno de retomar o passado, seja na moda (vestuário), na decoração, essas com a chamada tendência retrô, seja na busca por implantação de museus, os quais, segundo o autor, vêm surgindo e vêm sendo visitados de forma intensa.
    Essa necessidade, no entanto, não corresponderia necessariamente a um aprendizado, a uma busca de sabedoria na tradição ou algo do tipo, mas a uma necessidade do homem moderno de eternidade: o homem quer eternizar-se (Felipe Pena tratava, se não me engano, das biografias, por isso a abordagem do tema).
    Achei interessante, ainda que, até então, eu tivesse pensado justamente o contrário, por conta dos avanços tecnológicos, envolvendo rapidez, quantidade informativa, ao invés de qualidade, efemeridades.
    Coisas para se pensar.
    Abraços.

  2. É mesmo interessante pensar os museus (e os livros e os filmes) como elementos de eternidade.

    Quando assistimos a “Casablanca”, Bogard e Bergman nos parecem sempre tão vivos. A arte pode eternizar o homem, como bem observou aquele médico antigo. Mas o sonho de eternidade pode matar, como bem o sabe Brás Cubas. Talvez a terceira opção, a mais modesta, aquela ensinada por Ricardo Reis (“Sê grande em tudo que fazes”) nos dê uma sensação hipnótica de eternidade. Pode não ser muito, mas às vezes é o que basta.

    Beijos.

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