Furumbelo Paixão – como tudo começou

Carta de apresentação.
Texto escrito em 20 de fevereiro de 2010.

Caro leitor e cara leitora a quem este texto se destina,

Há um filme em cartaz, Se beber, não case. De fato, quando tomamos decisões importantes, convém estar sóbrio, ter a mente clara. Você sabe que estamos montando um grupo de estudos, mas precisa, antes de mais nada, entender claramente o que isso será.

Ainda que não mais seja professor de vocês, consegui autorização para que eu continuasse com o mesmo grupo de estudos do ano passado. E quando eu falo em “grupo de estudos”, por favor, dê ênfase à locução adjetiva. Não aceite fazer parte do grupo apenas por você ter participado no ano passado. Entre, faça parte, apenas se você de fato acreditar que isso pode ser útil para sua formação cultural.

A palavra cultura, aliás, é de extrema importância no contexto desta carta. Você sabe, cultura vem de cultivo; cultivo implica colheita. Analisemos alguns, só alguns, frutos:

• No ano passado, trabalhando o tema da Cidade Perfeita, pudemos refletir sobre diversas questões como: o poder simbólico de um líder onipotente que possa resolver todos os males; a dificuldade que o indivíduo tem em aceitar que a vida é imperfeita, e sua posterior adesão à utopia; o perigo de governos ditatoriais, mesmo numa aparente democracia; o prazer sobreposto à inteligência etc.

• Valendo-se do mote, alguns de vocês tiveram contato com diversas obras importantes como 1984 e A revolução dos bichos, ambos de George Orwell, O Show de Truman, do diretor Peter Weir. Saber que um deles virou leitura obrigatória este ano e outro fará parte do clube de cinema do ensino médio, sem dúvida alguma, é constatar que vocês puderam se antecipar culturalmente àquilo que seria o ‘comum’, mesmo numa grande escola.

E o cultivo deste ano? Ainda não há uma definição do tema da feira cultural, mas isso pouco importa. A ideia é estudarmos com profundidade alguns temas de relevância. A feira é o mote, uma boa desculpa para nos reunirmos, para buscarmos reflexões. Parece-me que vale a pena, independentemente de qualquer coisa.

Há, no entanto, alguns poréns que devem ser observados. Tudo indica que não haverá problema em mesclar alunos das salas 60 e 61, mas existe a possibilidade de o grupo da feira cultural ser composto apenas por alunos da sala par. Seria desonesto de minha parte se eu escondesse essa informação. No entanto, na pior das hipóteses, quem fizer parte do grupo de estudos participará de toda discussão a respeito de dois ou três temas que iremos estudar antes da divisão dos grupos. Essa é a pior hipótese, e nem me parece tão ruim assim. A melhor é que talvez não haja implicância e possamos trabalhar até o fim com o mesmo grupo.

 Pense bem antes de aceitar ou recusar. Caso você entre para o grupo e ele não corresponda às suas expectativas, você terá toda a liberdade para sair dele – mas fazendo a gentileza de dar um adeus, ao menos, ok?

Espero ter esclarecido satisfatoriamente suas dúvidas.

Será um prazer contar com alguém que tenha paixão pelos estudos.

Atenciosamente,

Rodrigo L.

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2 pensamentos sobre “Furumbelo Paixão – como tudo começou

    • Ele não está na internet, Marcos.

      Na minha opinião, vale mais a pena ler o roteiro.

      Ele está emprestado com um amigo. Assim que ele me devolver, vou tirar uma cópia para emprestar para o Mateus e para você, ok? Se você quiser, é claro.

      Abraços.

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