De um aforismo, o tempo.

O tempo: a negação do eterno.
Daí, portanto, a importância de fruí-lo enquanto.
Pois, sim, o advérbio existe e restringe,
o cruel advérbio inespecificado,
o doce advérbio que nos abriga,
que nos sufoca, sendo nosso oxigênio.
O que é o tempo?

***

O eterno: a negação do tempo.
Daí, portanto, a negação da vida.
A doce e cruel ilusão de se ter quando se perde.
Tal qual o amor
racionalizado em vez de fruído,
aprisionado em vez de fluído.

O eterno
eufemismo do vazio.

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