Sobre o ser e o não ser

Cintia Mayumi

Sou o que sou mais a soma de tudo aquilo que gostaria de ser.
Abranjo o infinito de todas as coisas que quero e não quero.
O que me define?
A intensa vontade de ser.
O que me restringe?
A instantaneidade do tempo.
O que me aflige?
A vida que poderia ser e não foi.
Não.
A vida que poderia ser e não é.
Não.
As vidas que nunca serão.

O tempo passa, cada instante contém mil possiblidades.
Ser ou não ser, dois caminhos.
Ser tudo, ser o que sou e não sou.
Ser todo um universo.
Ser uma possibilidade.

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Um pensamento sobre “Sobre o ser e o não ser

  1. Cintia, gostei bastante de seu poema. O assunto dá pano pra manga, especialmente no campo filosófico. Afinal, somos o que somos enquanto sujeitos de uma experiência ou enquanto sujeitos de experiências e também de, digamos, não-experiências, pelo fato de estas terem sido, de alguma forma, vislumbradas, desejadas, pensadas?
    Reflexão extremamente válida e repleta de questionamentos. Gosto disso.
    Obrigada pela leitura.
    Abraços.

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