Tarefa 2: comentários

Como será de praxe, começo reconhecendo o esforço daqueles que me mandaram a tarefa até a data de ontem (a propósito: de agora em diante, vou tentar fazer com que o prazo caia sempre no início da semana, assim sobra o ‘findê’ para a execução): Xie Fu, Marcos, Ricardo, Pedro, Mel, Nazivon, Victória, Cardeal e André.

Para que haja, de fato, um desenvolvimento cultural neste projeto, é importante que vocês leiam os relatórios que eu preparo comentando as respostas que recebo. Saber quais foram os acertos e os erros dos demais colegas é importante para guiar nossos acertos e evitar nossos erros.

Agora, a análise propriamente dita (lembrando que, a todos que me enviaram a tarefa até o prazo inicial, eu mandei uma observação individual, indicando os acertos e as eventuais lacunas):

1) Por que as pessoas se valem de símbolos para contarem suas histórias? Qual a diferença entre uma história contada literalmente e uma história contada por meio de símbolos?
Respostas mais interessantes: “As pessoas usam símbolos para representar crenças, histórias, sentimentos e pensamentos de uma determinada cultura.”, “Isso ocorre, na minha opinião, pois com os símbolos o indivíduo pode transmitir uma mensagem que literalmente não teria tanto impacto, além disso os símbolos nos fazem pensar mais, já que aquilo (símbolo) pode não ser verdade [ou seja, pode não ser literal] mas nós tentamos achar um modo de identificarmos o símbolo na nossa vida. O símbolo também pode ser um exemplo, que talvez nunca tenha existido literalmente, mas em alguma visão ele representa um certo ideal, positivo ou negativo, enfim um modelo a ser seguido ou evitado. Assim as historias são contados com símbolos para dar um exemplo a quem a ouve, lê… Penso que a diferença entre uma história literal e uma simbólica é que não é possível transmitir certas mensagens e mostrar certas pessoas no sentido literal, já que elas não existem realmente, são ideias, porém com os símbolos é possível mostrar o correto sem ele realmente existir.” (Observação do professor: ou seja, há coisas que só conseguimos dizer conotativamente), “As pessoas se valem de simbolos para contar suas histórias possibilitando a quem escuta poder construir suas hipóteses. Sempre no símbolo há uma lição implicita e a cada um cabe entendê-la. A diferença é que por meio de símbolos damos asas a imaginação […]”, “Sinceramente, a minha resposta para esta pergunta seria “Para dar mais ‘suspense’ à história”, mas como é um projeto focado em simbologia, eu respondo que, como criadora da história, a pessoa quer passar um segredo muito oculto, bem no ‘fundo’ da história, para o leitor, primeiramente, descobrir que existe esse segredo e depois ter um certo desafio para desvendá-lo e dar emoção e diversão à história.”

2) Qual história (que você leu, ouviu, assistiu) marcou sua vida? Explique.
De modo geral, o principal problema foi que o aluno não explicou a resposta. Não basta dizer o nome da história, é preciso esclarecer o porquê de essa história ter marcado a sua vida.

Trechos selecionados: “Eu assisti um filme chamado Ponte para Terabitia onde dois amigos que são vizinhos, decidem criar um mundo mágico, onde eles tem de enfrentar monstros e outros seres para conquistar esse mundo, demonstrando coragem e amizade. Fora do mundo imaginário um deles morre e o outro percebe que ele não pode deixar de viver, mostrando superação” (observação do professor: Ok, mas acho que você poderia ter explicado melhor a amizade dos garotos, indicando o porquê de eles criarem um mundo de fantasia (acho que havia certa insatisfação com o mundo real; parece que havia cumplicidade entre eles) e por que houve o desfecho que você me contou [o garoto percebeu que, por maiores que sejam as dificuldade, le precisava encarar a vida? no final do filme, em que sentido ele amadureceu?]), “A história que mais me marcou foi certamente A Utopia, de Thomas Morus (1478-1535), pois fala do mundo que nós sempre quisemos, porém que nunca acontecerá. Uma esperança inútil, mas que vale a pena imaginar.” (observação do professor: Ok, mas se você comparar A Utopia com 1984, talvez lhe venha certo receio de uma sociedade tão programada, tão planejada, tão “ideal”. São duas ótimas leituras. Estou feliz.)

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1 comentário

Um pensamento sobre “Tarefa 2: comentários

  1. Pessoal, vocês mandam muuuito bem! A resposta de vocês é muitas vezes não encontrada em trabalhos e provas de pessoas do colegial! São sensíveis, sagazes e sem aquela necessidade que nós mais velhos temos, de ligar tudo a uma teoria, impedindo que vejamos as coisas com essa delica…deza. Fiquei extremamente orgulhosa! Parabéns e continuem assim!
    Com carinho e extrema admiração,
    Amiga de colégio.

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