T3 – 13

Aluno responsável pela tarefa: VAGO.

O pintor Claude Monet fez inúmeras pinturas de uma mesma cena (por exemplo, a Catedral de Rouen). Por que, na sua opinião, ele fazia isso?

 

COMENTÁRIO DO PROFESSOR:

Como não recebi resposta, peço aos demais integrantes a gentileza me mandarem uma possível resposta a esta questão.

Grato,

R.L.

RESPOSTA DA VICTÓRIA HELENA:

Claude Monet queria ver as diferentes perpectivas em relação as imagens, nas eventuais mudanças do próprio objeto ao longo das estações do ano, variando cores e textura.

COMENTÁRIO DO PROFESSOR:

Além disso, Victória, é interessante notar que Claude Monet, ao longo da vida, foi perdendo a visão. Desse modo, convém observar que as variações nos desenhos representam tanto as eventuais mudanças no próprio objeto ao longo do tempo (lembrete: em países temperados, como a França, as estações do ano costumam ser mais bem delineadas do que em países tropicais como o Brasil – sim, eu sei que há regiões temperadas ou equatoriais no Brasil; estou apenas pensando na região em que moramos), quanto mudanças no “olhar” do artista. E essas mudanças no olhar não significam apenas “problemas de visão”, mas também estado de espírito.

  

ANEXO:

Alguém acredita que seja possível retratar uma obra objetivamente, sem qualquer participação do “olhar” do artista?

RESPOSTA DO CARDEAL:

Acho que o pintor quiz mostrar que uma só coisa pode ser entendida de várias maneiras ( uma teoria da simbologia, uma coisa formada de símbolos, formas hipóteses ), e como a pintura é de uma catedral ( que eu pesquisei, Catedral de Rouen é uma igreja, não sei se isso é óbvio, não entendo disso ), sendo uma igreja, a pintura pode mostrar que a religião, (não importa qual ), pode ser interpretada de várias maneiras, e, relacionando com a teoria da simbologia: o pintor mostra que a religião pode ser interpretada de várias formas, só não nos disse as formas, ou seja:
 
os símbolos = pinturas da igreja de formas diferentes
opnião do observador ( a minha por ex. ) = hipótese

COMENTÁRIO DO PROFESSOR:

Olá, Cardeal!
 
 Gostei da sua resposta. Achei interessante quando você disse que uma coisa só pode ser entendida, de fato, por meio de diversos olhares. De certa forma, essa foi a premissa do filme do ano passado. Em momento algum, aparece o Furumbelo, mas nós o conhecemos por meio das diversas opiniões [diversos olhares] dos entrevistados.
 
 O que você disse também é coerente com aquela coisa do mito. Muitas vezes um mito se cria quase que expontaneamente, pela intersecção de diversos discursos. Um exemplo banal: o herói. Não há uma maneira única para definirmos o herói. Sua imagem é construída quase que coletivamente, gerando diversas versões, em diversos aspectos incompatíveis (em nome de uma causa maior, o herói pode mentir? o herói pode matar?).
 
 No caso específico da Catedral de Ruan, Monet as pintou inúmeras vezes porque as luzes que caíam sobre ela nem sempre tinha a mesma cor. Você já notou isso? Veja que interessante: a luz interfere na cor do objeto. Ao meio dia ensolarado de verão, uma margarida expressa um branco tão forte que quase machuca os olhos. A mesma flor, no final da tarde, adquire uma cor mais alaranjada.
 
 Forçando um pouco a barra, Monet fazia aquilo que os haikais nos ensinam: ele olhava atentamente o instante, sabedor da preciosidade do momento que vai para nunca mais voltar.

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