Projeto para a exposição cultural.

OS CAMINHOS DE ALEX
Sinopse:
Alex (que ora é interpretado por um garoto, ora é interpretado por uma garota) acorda, faz suas coisas, sai de casa e ruma à escola. No meio do caminho, ele vai se deparando com uma série de pessoas (ou coisas) que lhe estimulam o pensamento.
A ideia por trás da história:
Em suas conversas, Alex vai se deparar com diversas questões filosóficas, muitas das quais foram (e serão) discutidas nas reuniões dos Estudos Narrativos.
Exemplo I:
Aparece um homem, bem vestido, de óculos, com cara de intelectual:
– Lá fora há um homem passando fome. Ele, sem querer, me propôs um curioso enigma. Ele me pediu um pão, o pão de que eu menos gostasse, o pão que eu achasse menos gostoso…. Como saber de que pão eu gosto menos se os pães são tão iguais? A textura, o cheiro, o sabor se parecem tanto… Como decidir isso racionalmente?
O que está por trás dessa cena?
Talvez a verdadeira questão não seja o enigma em si, mas o fato de um homem estar passando fome. Quando nos deparamos com determinados problemas, às vezes os tratamos como um simples exercício mental, deixando de lado as questões humanas que podem ser mais emergentes.
Contra-Exemplo:
Para evitar que a cena anterior seja vista de modo extremamente didático, nós colocaríamos no filme uma cena que problematizasse a ideia anteriormente defendida. Por exemplo, fazendo uma variação daquele ditado: “o importante não é dar os peixes, mas ensinar a pescar”. Desse modo, trabalhando sempre com os dois lados da questão, iremos incentivar o público a pensar: quando eu devo ser rígido e quando eu devo ser bonzinho? Mais do que respostas, o filme deve gerar questões.
Por que Alex vai ser garoto e garota?
1 – Para que o público, tanto o masculino quanto o feminino, se identifique com nosso protagonista.
2 – Para que mais alunos possam interpretar o protagonista.
O roteiro já está pronto?
Não. Por ora há apenas um esqueleto, um ponto de partida. A ideia é que os alunos escrevam boa parte do roteiro.
Como os alunos farão isso?
Eu pretendo passar duas tarefas (redações satisfatoriamente curtas) para que vocês façam nas férias. A ideia é que o roteiro surja dessa tarefa.
Como será essa tarefa?
Eu vou passar uma tarefa diferente para cada aluno – ou, no máximo, uma tarefa para dois alunos. Desse modo, cada aluno escreverá um pedaço da história.
Qual será a segunda tarefa?
A segunda tarefa será proposta quando eu receber a primeira. De modo geral, usarei a primeira tarefa para criar a segunda.
Qual é o papel do professor nessas atividades?
Eu darei o suporte necessário para que as questões sejam bem desenvolvidas. Quando for necessário, eu tratarei de preencher as eventuais lacunas textuais.
A criatividade do aluno será limitada pelas orientações do professor?
De modo algum. No entanto, é de responsabilidade do professor indicar problemas caso eles surjam.
O aluno é obrigado a fazer as tarefas?
Vamos analisar essa questão: por que o aluno continuaria no grupo se ele não se dispõe a ajudar? Infeliz ou felizmente, não posso permitir que um aluno atrapalhe o projeto dos demais. Obviamente, sei que sempre há quem não se dedique de modo adequado. No entanto – podem perguntar a quem já fez grupo comigo – quem se dedica mais costuma ser mais bem recompensado; e não só por mim.
Todo mundo que frequenta os estudos narrativos é obrigado a fazer parte do grupo da exposição cultural?
Não. Trata-se de duas atividades diferentes. O aluno pode muito bem frequentar os estudos narrativos e fazer parte de outro grupo – de modo algum ele será punido por isso.
Qualquer um pode fazer parte do grupo da exposição cultural?
A preferência será dada aos alunos que de fato frequentam o estudos narrativos. Para “premiar” os alunos que de fato se interessarem pelo projeto, eu considerarei como participantes aqueles que durante o mês de Julho me entregarem as duas tarefas.
Mas são férias!!!!
1 – São tarefas curtas;
2 – São apenas duas tarefas;
3 – O intuito da tarefa é aumentar suas habilidades de intelecto e de escrita;
4 – Eu também estarei em férias e, acredite, estou assumindo compromissos que me darão bastante trabalho;
5 – Se os itens acima não são o suficiente para convencê-lo[a], talvez o projeto não lhe seja tão atraente. Lembre-se de que você é livre para decidir trabalhar num grupo que não seja tão exigente.
Eu quero participar, mas vou viajar nas férias…
Neste caso, me diga quando você vai e quando você volta, de modo que eu possa lhe passar as tarefas antecipadamente, se for o caso.
Mas eu só ficarei em casa dois dias…
É possível fazer a tarefa em meia hora – se bem que os mais cuidadosos talvez a façam com menos pressa.
Por que você é tão chato?
A responsabilidade para que o projeto dê certo é muito grande. Os alunos dedicados ficariam decepcionados comigo se eu não me importasse com a qualidade do nosso trabalho.
O que a gente ganha com isso?
A satisfação de fazer um bom trabalho, a admiração do público, essas coisas.
A gente vai ganhar medalha?
Não. Nosso grupo não participará da competição por medalhas.
Eu quero participar, mas não quero aparecer no filme.
Não tem problema algum. Você pode ajudar produzindo o roteiro, por exemplo.
O que vai acontecer no dia da exposição?
Ainda é cedo para saber, mas a ideia é apresentarmos o filme. Depois disso, haverá uma conversa com o público – essa costuma ser a melhor parte, pois é quando eles irão de fato perceber como vocês são espertos.
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