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Não é a vida que define a morte; a morte que define a vida.

“Ele pega no meu pé”: desculpa típica de quem tropeça por conta própria.

Não existe cultura sem cultivo.
 
O preconceito é uma grande defesa contra o conhecimento.

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Preconceito Explícito

Stephanye Mariano Figueiredo

Desde a consolidação dos ideais iluministas na sociedade, o direito à liberdade é considerado como algo inerente ao homem. Nem sempre, porém, tal pensamento condiz com a realidade vivida pelas minorias homossexuais. Filmes, peças teatrais e novelas, apesar de cada vez mais evidenciarem relacionamentos entre indivíduos do mesmo sexo e as dificuldades pelas quais eles passam ao se assumirem diferentes, não só temem o preconceito alheio, mas também são muitas vezes censurados por aprofundar um tema que ainda fere princípios da maioria.

O homossexualismo sempre esteve presente na história, ora bem aceito, ora mal visto. Em Esparta, durante o período clássico grego, ilhas onde havia apenas mulheres ou homens, para treinamentos militares, favoreciam o surgimento de relacionamentos homossexuais, sendo que esses eram vistos com normalidade pela sociedade. Por outro lado, na Idade Média, minorias, desde mulheres insubmissas até os acusados de sodomia, eram queimadas em fogueiras por serem considerados enviados de forças malignas. Mesmo agora, na era da tecnologia, a qual deveria – em tese – favorecer a difusão do conhecimento e da tolerância, ainda há exemplos de como o homossexualismo enfrenta preconceitos.

Governantes e religiões costumam impor inúmeras limitações quando direitos homossexuais são discutidos. A união matrimonial é ainda julgada com certo viés, sendo proibida e condenada pelo Cristianismo, que mantém a idéia de que o homossexualismo é uma doença a ser erradicada, mesmo pregando a igualdade dos homens perante a lei de Deus. Tal preconceito também ocorre em países democráticos e livres, como os Estados Unidos, onde o atual presidente, George W. Bush, manifesta claramente sua oposição ao casamento gay, pois esse romperia a santidade de tal tradição.

Portugal, por meio da “União de facto”, e Holanda, com sua política liberal, são alguns dos poucos países que já aceitam e respeitam as preferências sexuais de cada cidadão, aprovando o matrimônio, adoções e manifestações públicas de afeto ente homossexuais. Filmes como Paris, te amo, dirigido de maneira coletiva com diretores de diversos países e Transamérica, de Duncan Tucker, em que a sexualidade das personagens são analisadas de maneira livre de preconceitos, evidenciam que a coexistência entre gays e heterossexuais é possível. Entretanto, para a concretização desse convívio mais harmonioso, é necessário o abandono de dogmas obsoletos e julgamentos infundados, o que não é simples para sociedades que ainda utilizam a palavra gay na tentativa de ofender aquele que deveria ser visto como seu semelhante.